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Mosquito-palha (Phlebotomus), também conhecido como birigüi, cangalha, tatuíra, entre outros, são mosquitos (diptera), pequenos, corcundas e com as asas, estreitas e de forma lanceolada, sempre levantadas quando estão pousados.

São conhecidas cerca de 450 espécies, distribuídas no continente americano, sendo o gênero Lutzomyia são responsáveis pela transmissão da leishmaniose, uma doença provocada pelos parasitas unicelulares do gênero Leishmania, um protozoário. Leishmaniose é geralmente transmitida pelo inseto do gênero Phlebotomus. A doença é transmitida ao homem através de um reservatório animal (hospedeiro) como os roedores e os canídeos.

A transmissão dá-se classicamente pela picada do Lutzomyia, chamado de inseto vetor. Somente as fêmeas sugam sangue, pondo algumas dezenas de ovos em locais terrestres úmidos, como sob pedras e folhas no solo. Após 30-60 dias, a última larva fixa-se no subtrato e se transforma em pupa, mudando após mais alguns dias para adulto. Os adultos parecem voar poucas centenas de metros, em geral com um vôo saltitante e só picam partes do corpo não cobertas por roupas. Sua picada costuma ser dolorosa, e podem transmitir várias espécies de Leishmania, tanto em florestas quanto em ambientes modificados. Há espécies que picam somente em florestas, e outras que se adaptam a ambientes modificados, incluindo o peridomicílio e áreas com vegetação arbustiva, como Lutzomyia longipalpis, que transmite Leishmania chagasi, causadora de leishmaniose visceral.

A modificação da vegetação costuma causar a redução na população de uma espécie e o aumento na de outra, que pode substituir a primeira como vetor de alguma espécie de Leishmania.